{"id":837,"date":"2023-02-09T16:24:16","date_gmt":"2023-02-09T19:24:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.alaidespsicologa.com.br\/?p=837"},"modified":"2023-02-17T19:46:01","modified_gmt":"2023-02-17T22:46:01","slug":"o-psicodrama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.alaidespsicologa.com.br\/index.php\/2023\/02\/09\/o-psicodrama\/","title":{"rendered":"O Psicodrama"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O Psicodrama \u00e9 uma forma de se mudar o mundo aqui-e-agora, atrav\u00e9s do emprego de regras fundamentais da imagina\u00e7\u00e3o e sem cair no abismo da ilus\u00e3o, da alucina\u00e7\u00e3o ou do del\u00edrio<\/em>. (Jacob.L Moreno, 1972).<\/p>\n\n\n\n<p>Jacob Levy Moreno nasceu em Bucareste em 1889 e ganhou fama ao elaborar a ci\u00eancia da sociometria, o m\u00e9todo do psicodrama e o trabalho pioneiro em psicoterapia de grupo. Um dos seus objetivos na vida era livrar-se das conservas culturais e fazer o \u201chomem espont\u00e2neo\u201d. Para isso, precisava primeiro atuar o seu pr\u00f3prio ser espont\u00e2neo, para depois fazer sua revolu\u00e7\u00e3o. Sentiu tamb\u00e9m que precisava ensinar como se livrar da incomoda rigidez do homem moderno. Para chegar a isso, se tornou ele pr\u00f3prio&nbsp;<em>ator<\/em>,&nbsp;<em>autor e pregador<\/em>&nbsp;e desempenhou todos estes pap\u00e9is antes de escrever sobre eles.<\/p>\n\n\n\n<p>O Psicodrama \u00e9 um m\u00e9todo psicoter\u00e1pico no qual os clientes s\u00e3o estimulados a continuar e a completar suas a\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s da dramatiza\u00e7\u00e3o, do&nbsp;<em>role-playing<\/em>&nbsp;e da auto apresenta\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica. No aqui-e-agora, s\u00e3o representadas varias cenas que retratam, por exemplo, lembran\u00e7as de acontecimentos espec\u00edficos do passado, situa\u00e7\u00f5es vividas de maneira incompleta, conflitos \u00edntimos, fantasias, sonhos, prepara\u00e7\u00e3o para futuras situa\u00e7\u00f5es de risco ou express\u00f5es improvisadas de estados mentais. A comunica\u00e7\u00e3o verbal e n\u00e3o verbal s\u00e3o utilizadas e as cenas que se apresentam tanto se aproximam de situa\u00e7\u00f5es reais de vida como representam a externaliza\u00e7\u00e3o de processos mentais interiores. Quando necess\u00e1rio, os outros pap\u00e9is podem ser desempenhados pelos demais membros do grupo ou por objetos inanimados. S\u00e3o empregadas t\u00e9cnicas como a invers\u00e3o de pap\u00e9is, o duplo, o espelho, a concretiza\u00e7\u00e3o, a maximiza\u00e7\u00e3o e o soliloquio. As fases de aquecimento, dramatiza\u00e7\u00e3o, compartilhar e encerrar faz parte do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Drama \u00e9 uma palavra grega e significa \u201ca\u00e7\u00e3o\u201d. Psicodrama pode ser definido como m\u00e9todo que penetra a verdade da alma atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o. A catarse \u00e9 por isso uma \u201ccatarse de a\u00e7\u00e3o\u201d. Zerka Moreno afirma: \u201cTodos os que j\u00e1 participaram de um psicodrama ficam ao mesmo tempo fascinados e perplexos com o impacto do teatro espont\u00e2neo. Essa forma de teatro come\u00e7a com um palco vazio, sem&nbsp;<em>script<\/em>&nbsp;sem atores profissionais e sem ensaios. H\u00e1 apenas o protagonista com sua historia, a qual, por meio das exclusivas t\u00e9cnicas psicodram\u00e1ticas, expande-se numa pe\u00e7a plena, seja ela uma trag\u00e9dia, s\u00e1tira ou com\u00e9dia. O psicodrama causa um forte impacto psicol\u00f3gico sobre os protagonistas, os co-autores e o grupo presente. N\u00e3o h\u00e1 audi\u00eancia no psicodrama. Tudo se passa no palco, totalmente \u00e1s claras no aqui-e-agora, e jamais pode ser reproduzido\u201d. (Z.Moreno,2001)<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um m\u00e9todo de esclarecimento e a\u00e7\u00e3o. Nos pap\u00e9is que desempenhamos na vida temos muito em comum com outras pessoas, mas somos tamb\u00e9m \u00fanicos. Ter a consci\u00eancia dessa diferencia\u00e7\u00e3o, e saber quais as caracter\u00edsticas do lugar \u00fanico de uma pessoa neste mundo \u00e9 vital. Um dos objetivos do psicodrama \u00e9 descobrir aquilo que \u00e9 \u00fanico em voc\u00ea em rela\u00e7\u00e3o ao mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O mundo em que os homens nasceram cont\u00e9m muitas coisas, naturais e artificiais, vivas e mortas, passageiras e eternas, tendo, todas em comum o fato de que aparecem, e, portanto a\u00ed est\u00e3o para ser vistas, ouvidas, tocadas, provadas e cheiradas, para ser percebidas pelas criaturas passiveis de sentir, dotadas de \u00f3rg\u00e3os de sentidos apropriados. Nesse mundo em que entramos, surgindo do nada, e do qual desaparecemos no nada, Ser e Aparecer coincide.<\/em>(Z.Moreno,1978)<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Jacob Levy Moreno<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_hcDOva3VENw\/TNvhCq_i6FI\/AAAAAAAAA10\/wGVePIB8djw\/S380\/Melhores%2BMomentos%2B153.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201d Mais importante do que a ci\u00eancia \u00e9 o seu resultado<\/p>\n\n\n\n<p>Uma resposta provoca uma centena de perguntas<\/p>\n\n\n\n<p>Mais importante do que a poesia \u00e9 o seu resultado,<\/p>\n\n\n\n<p>um poema invoca uma centena de atos&nbsp;heroicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais importante do que o reconhecimento \u00e9 o seu resultado,<\/p>\n\n\n\n<p>o resultado \u00e9 dor e culpa<\/p>\n\n\n\n<p>Mais importante do que a procria\u00e7\u00e3o \u00e9 a crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>mais importante do que a evolu\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o do Criador.<\/p>\n\n\n\n<p>Em lugar de passos imparativos, o imperador.<\/p>\n\n\n\n<p>Em lugar de passos criativos, o criador.<\/p>\n\n\n\n<p>Um encontro de dois: olhos, face a face.<\/p>\n\n\n\n<p>E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos<\/p>\n\n\n\n<p>e coloc\u00e1-los-ei no lugar dos meus;<\/p>\n\n\n\n<p>E arrancarei meus olhos<\/p>\n\n\n\n<p>para coloc\u00e1-los no lugar dos teus;<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o ver-te-ei com teus olhos<\/p>\n\n\n\n<p>E tu ver-me-\u00e1s com os meus.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, at\u00e9 a coisa comum serve o silencio<\/p>\n\n\n\n<p>E nosso encontro permanece a meta sem cadeias;<\/p>\n\n\n\n<p>O lugar indeterminado num tempo indeterminado,<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra indeterminada para o Homem indeterminado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>( Traduzido de<em>&nbsp;\u201cEinladung zu einer Begegnung\u201d<\/em>, por Jacob Levy Moreno, p. 3, publicado em Viena, 1914)<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ser \u00e9 algo que n\u00e3o tem fronteiras; n\u00e3o reconhece como limites o crescimento e a morte, os inclui. Se estende no tempo e no espa\u00e7o e se centraliza nesta pessoa, neste momento e neste aqui. Ser e saber s\u00e3o insepar\u00e1veis. Ser no sentido corrente da palavra n\u00e3o requer o saber. Mas a rec\u00edproca \u00e9 coisa absurda. Ser, nesse sentido, \u00e9 precondi\u00e7\u00e3o do saber. A partir do saber, nunca poder\u00edamos alcan\u00e7ar o Ser. ( J.L.Moreno).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>*****************************************************<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O IN\u00cdCIO\u2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e9dico psiquiatra nascido em Bucareste em 1889, realizou seus estudos em Viena, atingiu o sucesso profissional nos Estados Unidos e faleceu em 1974. Durante sua vida, interessou-se pelas formas de relacionamento humano que pudessem contribuir para a compreens\u00e3o, a melhora ou o conforto de seus clientes, privilegiando o tratamento em grupo. Criou o Psicodrama em 1921, o Teatro da Espontaneidade, em 1923 e lan\u00e7ou conceitos de Psicoterapia de Grupo em 1931 e as bases da Sociometria, em 1932.<\/p>\n\n\n\n<p>A base da filosofia de Moreno foi sempre a import\u00e2ncia dada a cada indiv\u00edduo para se expressar atrav\u00e9s de seus recursos espont\u00e2neos e criativos, num mundo em que cada um \u00e9 parte de um grupo ou de uma entidade social. Ele escreve em 1947: \u201c O homem deve tomar seu pr\u00f3prio destino e do universo em suas m\u00e3os, no \u00e2mbito da criatividade, como um criador. N\u00e3o \u00e9 suficiente que procure acercar-se da situa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do controle t\u00e9cnico \u2013 armas de defesa \u2013 nem pelo controle pol\u00edtico \u2013 governo do mundo. Deve encarar a si mesmo e a sociedade a que pertence no&nbsp;<em>status nascendi<\/em>, aprendendo a controlar o rob\u00f4 n\u00e3o quando j\u00e1 tiver sido posto \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o, mas antes que tenha sido criado (<em>criatocracia<\/em>)\u2026 O futuro do mundo depende do contra-armamento elaborado pela sociometria e sociatria\u201d (&nbsp;<em>The Future of Man\u2019s Word, 1947 \u2013 Jacob Levy Moreno<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;ideia&nbsp;de que somos atores do improviso no&nbsp;pr\u00f3prio palco da vida \u00e9 poderosa.&nbsp;\u00c9 \u00f3bvio que muitos de n\u00f3s n\u00e3o nos&nbsp;sa\u00edmos&nbsp;muito bem, e precisamos&nbsp;de ajuda. A no\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 outra forma de teatro, uma que nos respeitar\u00e1 mesmo quando falharmos, e nos ensinar\u00e1 a viver mais plena e criativamente, veio depois a ser o psicodrama, o drama da mente.<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 o Psicodrama?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma forma de drama que libera as profundezas de nosso ser que sempre l\u00e1 estiveram em nossa&nbsp;inf\u00e2ncia, mas n\u00e3o tinham canais adequados para sua realiza\u00e7\u00e3o. Moreno por vezes o descrevia como um \u201claborat\u00f3rio para aprender a viver\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Lembre-se de que&nbsp;ningu\u00e9m&nbsp;atua sozinho, somos co-atores aqui na Terra e \u00e9 particularmente nisso que temos grandes dificuldades e obst\u00e1culos a superar. A forma como o fazemos determina se estamos em desarmonia ou em conformidade com os demais.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(Zerka T. Moreno \u2013 A realidade suplementar e a arte de curar).<\/p>\n\n\n\n<p>**************************************************************<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>A Psicoterapia de Grupo e o indiv\u00edduo<\/em><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><a href=\"http:\/\/focco.psc.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/psicodrama3.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/focco.psc.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/psicodrama3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1099\" title=\"psicodrama3\"\/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Na psicoterapia de grupo, o grupo vem em primeiro lugar, e o indiv\u00edduo, logo em seguida. A \u00eanfase \u00e9 colocada no envolvimento e na capacidade de participar do grupo, em aspectos dos relacionamentos. Uma rela\u00e7\u00e3o, por defini\u00e7\u00e3o, envolve duas ou mais pessoas. A necessidade de pertencer \u00e9 um tra\u00e7o humano universal. Os desenhos dos \u00e1tomos sociais t\u00eam demonstrado que essa capacidade n\u00e3o significa necessariamente que a fam\u00edlia biol\u00f3gica seja a primeira escolha, o que indica que a fam\u00edlia \u00e9 apenas um dos modos de forma\u00e7\u00f5es grupais.<\/p>\n\n\n\n<p>Moreno n\u00e3o colocava o indiv\u00edduo e o grupo em oposi\u00e7\u00e3o. Sua preocupa\u00e7\u00e3o primordial era a cria\u00e7\u00e3o da<em>&nbsp;tele<\/em>&nbsp;entre os indiv\u00edduos de um grupo. Do ponto de vista&nbsp;<em>moreniano<\/em>, o grupo n\u00e3o tem&nbsp;consciente&nbsp;ou inconsciente pr\u00f3prio, como alguns analistas de grupo defendem. Um grupo consiste em seres humanos individuais e suas rela\u00e7\u00f5es uns com os outros. Essas rela\u00e7\u00f5es se constituem por atra\u00e7\u00f5es e rejei\u00e7\u00f5es m\u00fatuas, que se transformam na base da percep\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia grupais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser membro de um grupo traz-nos problemas de ordem \u00e9tica e de preocupa\u00e7\u00e3o, assim como de consci\u00eancia. A consci\u00eancia, assim como a vergonha, nos coloca num estado de tens\u00e3o e inclui a percep\u00e7\u00e3o do outro. Existe a\u00ed um aspecto de justi\u00e7a, ou seja, um leva o outro em conta, assim como a si pr\u00f3prio. Portanto, ela \u00e9 de car\u00e1ter&nbsp;<em>antiego<\/em>, ela n\u00e3o serve aos interesses imediatos do ego. Isso implica restri\u00e7\u00f5es, que trabalham no sentido contr\u00e1rio da impulsividade e da aspereza instintivas, possibilitando o comportamento espont\u00e2neo. Sacrificamos o impulso em raz\u00e3o do amor pelo outro ou por algum ideal. Esse aspecto da justi\u00e7a da consci\u00eancia \u00e9 muit\u00edssimo importante. \u00c9 a base para o amor ao outro e a si. Foi esse amor que nos livrou do comportamento b\u00e1rbaro ou tit\u00e2nico, que nos torna humanos, com capacidade para refletir, respeitar fronteiras e criar formas.<\/p>\n\n\n\n<p>A psicoterapia de grupo lida com indiv\u00edduos \u201cno grupo\u201d. Na qualidade de terapeutas de grupo, frequentemente observamos o dilema do indiv\u00edduo, na medida em que a forma pela qual deseja se relacionar com as pessoas nem sempre \u00e9 o modo pelo qual suas palavras e a\u00e7\u00f5es s\u00e3o percebidas. Pode bem acontecer que um indiv\u00edduo tenha uma grande compreens\u00e3o de suas pr\u00f3prias necessidades e desejos, e de como gostaria de levar a vida. Isso \u00e9 bastante observado no introvertido, cujos desejos e necessidades podem n\u00e3o coincidir com os dos demais. O comportamento psic\u00f3tico de pacientes psiqui\u00e1tricos seria um exemplo de comportamento extremamente n\u00e3o-espont\u00e2neo, uma vez que eles n\u00e3o podem se dirigir de forma significativa ao seu meio.<\/p>\n\n\n\n<p>No palco psicodram\u00e1tico, esses pacientes s\u00e3o encorajados a dar subst\u00e2ncia ao seu mundo e encenar sua forma de perceb\u00ea-lo. Os membros do grupo podem ent\u00e3o participar desse \u201cmundo alucinat\u00f3rio\u201d e, por meio dessa participa\u00e7\u00e3o, isso se torna menos amea\u00e7ador para eles. Quando este est\u00e1gio \u00e9 alcan\u00e7ado no processo terap\u00eautico, at\u00e9 mesmo a \u201csalada verbal\u201d do protagonista diminui. A rela\u00e7\u00e3o do paciente com o grupo, e do grupo com o \u201cmundo alucinat\u00f3rio\u201d, \u00e9 o agente terap\u00eautico. Portanto, o psicodrama constr\u00f3i pontes entre diferentes mundos, pessoas e religi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Este texto &nbsp;est\u00e1 inserido no cap\u00edtulo 14 do livro&nbsp;<strong>\u201d A realidade complementar e a arte de curar\u201d<\/strong>, de Zerka T. Moreno ( \u00c0gora,2001 \u2013 S.Paulo) e &nbsp;permite refletir sobre as id\u00e9ias e &nbsp;m\u00e9todos psicoterap\u00eauticos de Jacob Levy Moreno e da a pr\u00e1tica do psicodrama e da psicoterapia de grupo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201d Embora o psicodrama seja um m\u00e9todo de a\u00e7\u00e3o, as palavras escritas tamb\u00e9m podem ser portadoras de uma alma, que os leitores vivenciar\u00e3o \u00e0 medida que lerem tais palavras\u201d. (Z.Moreno)<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-B0QkB5enGbA\/T2VMLx8soSI\/AAAAAAAAADg\/CgBDtt_tvxc\/s1600\/terapia+em+grupo.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Psicoterapia de Grupo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A Psicoterapia de Grupo \u00e9 uma metodologia cl\u00ednica consciente e desenvolvida sistematicamente. Empreende o tratamento de v\u00e1rios indiv\u00edduos dentro de um grupo. Consiste do tratamento dos problemas ps\u00edquicos e sociais dos membros do grupo, mas n\u00e3o trata de suas queixas causadas por perturba\u00e7\u00f5es mentais. Constitui um m\u00e9todo baseado em pesquisas emp\u00edricas e a estrutura te\u00f3rica \u00e9 centrada no grupo, baseada na intera\u00e7\u00e3o e no relacionamento interpessoal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Algumas defini\u00e7\u00f5es de Psicoterapia de Grupo:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00c9 um m\u00e9todo que trata conscientemente as rela\u00e7\u00f5es interpessoais e os problemas ps\u00edquicos de v\u00e1rios indiv\u00edduos de um grupo dentro de um quadro cientifico emp\u00edrico;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Um dos princ\u00edpios fundamentais da Psicoterapia de Grupo \u00e9 que cada individuo pode atuar como agente curativo para outro individuo, cada grupo como agente terap\u00eautico para outro grupo;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00c9 um m\u00e9todo de psicoterapia que aspira ao melhor agrupamento terap\u00eautico de seus membros. Ela facilita quando necess\u00e1rio, um reagrupamento desses membros, para fazer coincidir a constela\u00e7\u00e3o do grupo com os motivos e tend\u00eancias espont\u00e2neas de cada um deles;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>N\u00e3o trata s\u00f3 do individuo isolado que se encontra no centro da aten\u00e7\u00e3o em virtude de dificuldades de adapta\u00e7\u00e3o e ajustamento, mas do grupo inteiro e de todos os indiv\u00edduos que est\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o com ele;<\/li>\n\n\n\n<li>\u201cUm processo realmente terap\u00eautico n\u00e3o pode ter como meta final menos do que toda a humanidade\u201d (Moreno, 1934). Esta \u00e9 a frase de abertura do \u201c<em>Who ShallSurvive<\/em>?\u201d. \u00c9 a defini\u00e7\u00e3o sociocr\u00e1tica, \u201co ponto de vista de uma&nbsp;<em>sociologia m\u00e9dica<\/em>&nbsp;que v\u00ea toda a sociedade humana como um verdadeiro paciente\u201d. (Moreno, 1934)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Diferen\u00e7a entre Terapia de Grupo e Psicoterapia de Grupo:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O termo Terapia de Grupo \u00e9 utilizado quando os efeitos terap\u00eauticos s\u00e3o secund\u00e1rios, como subproduto das atividades prim\u00e1rias do grupo, sem o consentimento expl\u00edcito dos membros ou serem tratados, e sem um plano cientifico. Neste sentido, a Terapia de Grupo pode ter lugar entre outras no curso de qualquer atividade grupal como por exemplo, numa escola, igreja ou qualquer outro ambiente social.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o termo Psicoterapia de Grupo \u00e9 apenas utilizado quando a meta \u00fanica e imediata \u00e9 a sa\u00fade do grupo e de seus membros e quando essa meta \u00e9 atingida atrav\u00e9s de m\u00e9todos cient\u00edficos, como a an\u00e1lise, diagn\u00f3stico e progn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Objetivos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Favorecer a integra\u00e7\u00e3o do individuo em face das for\u00e7as incontroladas que a cercam; isso se atinge gra\u00e7as \u00e0 explora\u00e7\u00e3o que o&nbsp;<em>eu individual<\/em>&nbsp;faz de seu ambiente imediato, por exemplo, atrav\u00e9s da an\u00e1lise sociom\u00e9trica;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Favorecer a integra\u00e7\u00e3o do grupo. Essa aproxima\u00e7\u00e3o pelos dois lados, tanto do individuo como do grupo, facilita sua integra\u00e7\u00e3o rec\u00edproca.<\/li>\n\n\n\n<li>A regra fundamental \u00e9 \u201cintera\u00e7\u00e3o livre e espont\u00e2nea\u201d entre os clientes e o psicoterapeuta e entre os psicoterapeutas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Din\u00e2mica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de Encontro est\u00e1 no centro da Psicoterapia de Grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra Encontro abrange diversas esferas da vida e significa estar junto, reunir-se, contato de dois corpos, ver e observar, tocar, sentir, participar, compreender, conhecer intuitivamente atrav\u00e9s do silencio ou do movimento, tornar-se um s\u00f3. Significa que duas pessoas n\u00e3o apenas se re\u00fanem, mas que elas se vivenciam se compreendem cada uma com o todo do seu ser.<\/p>\n\n\n\n<p>Os participantes est\u00e3o a\u00ed porque&nbsp;<em>querem estar<\/em>, por uma escolha volunt\u00e1ria. O reunir-se \u00e9 despreparado, n\u00e3o experimentado, realiza-se sob a \u00e9gide do instante. As pessoas encontram-se com todas as suas for\u00e7as e fraquezas cheias de espontaneidade e o encontro vive no aqui e agora.<\/p>\n\n\n\n<p>A coes\u00e3o interna do grupo original \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o da Tele. Os membros do grupo terap\u00eautico s\u00e3o de in\u00edcio estranhos, mas o grupo desenvolve rapidamente numa estrutura din\u00e2mica caracter\u00edstica que pode ser descoberta com Testes Socimetricos e Teste de Pap\u00e9is. \u00c9 importante para o psicoterapeuta atrav\u00e9s de numerosos Testes Sociometricos e observa\u00e7\u00f5es diretas simult\u00e2neas, que posi\u00e7\u00e3o ocupa cada membro do grupo em rela\u00e7\u00e3o aos outros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Quem tem sentimentos ambivalentes em rela\u00e7\u00e3o ao terapeuta?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Quem \u00e9 rejeitado?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Quem constr\u00f3i pares?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Que membros s\u00e3o preferidos?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Quem permanece sempre isolado?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O psicoterapeuta \u00e9 capaz de avaliar que membros do grupo se sentem amistosos ou hostis em rela\u00e7\u00e3o a ele?<\/li>\n\n\n\n<li>Quais s\u00e3o as figuras autorit\u00e1rias?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Pesquisas sociom\u00e9tricas de pequenos grupos (a fam\u00edlia, por exemplo), revelam que a situa\u00e7\u00e3o do individuo modifica-se quando h\u00e1 uma altera\u00e7\u00e3o de conjunto na constela\u00e7\u00e3o do grupo. Cada grupo tem uma estrutura sociom\u00e9trica (que \u00e9 quase desconhecida dos membros do grupo). Ambas podem coincidir em certos pontos e divergir em outros,mas dificilmente ser\u00e3o id\u00eanticas. \u00c9 a s\u00edntese da estrutura oficial do grupo original com a estrutura sociom\u00e9trica que produz a realidade social. Os conflitos e tens\u00f5es no grupo original ampliam-se em propor\u00e7\u00e3o direta com a diferen\u00e7a sociodinamica entre a estrutura oficial e sociometrica<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o de Grupo e catarse<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 duas formas de catarse:<\/p>\n\n\n\n<p>Catarse de grupo \u2013 todo grupo envolve-se nesta forma de catarse. Ela \u00e9 conhecida como catarse de integra\u00e7\u00e3o e resulta na intera\u00e7\u00e3o cooperativa dos membros do grupo. Em oposi\u00e7\u00e3o a ela ocorre a catarse individual por ab-rea\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada por um individuo isolado e separa\u00e7\u00e3o dos demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Catarse de a\u00e7\u00e3o \u2013 resulta da atua\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de um ou de v\u00e1rios membros do grupo. Ela ocorre geralmente em grupos psicoter\u00e1picos, inclusive sob a forma de discuss\u00e3o, permanecendo mesmo a\u00ed n\u00e3o estruturado ao n\u00edvel da ab-rea\u00e7\u00e3o. Entretanto enquanto ocorre a representa\u00e7\u00e3o psicodram\u00e1tica, ela estrutura-se espontaneamente e eleva-se o n\u00edvel integrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante para a determina\u00e7\u00e3o do tamanho do grupo a capacidade de contato emocional que um individuo pode atingir terapeuticamente. Introduzem-se membros no grupo de acordo com a capacidade que este tenha de absorver novos membros, sem diminuir sua produtividade terap\u00eautica. A composi\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel \u00e9 de grupo misto, que abranja os dois sexos, velhos e jovens, em resumo uma miniatura da sociedade em que o grupo vive.<\/p>\n\n\n\n<p>Os membros do grupo t\u00eam todo o mesmo status uma vez que s\u00e3o de inicio todos clientes. No decurso do tratamento entram em estreita rela\u00e7\u00e3o uns com outros. Esses contatos baseados na realidade s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es de Tele. Tele \u00e9 aquilo que mant\u00e9m o grupo e faz surgir a coes\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Bibliografia:<\/p>\n\n\n\n<p>Moreno, J.L. Psicoterapia de Grupo e Psicodrama \u2013 Ed. Livro Pleno, Campinas-SP \u2013 1999<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026\u2026..<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Psicodrama Pedag\u00f3gico<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"http:\/\/focco.psc.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/grupo-escolar-escolas-sala-de-aula.2.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/focco.psc.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/grupo-escolar-escolas-sala-de-aula.2.jpg\" alt=\"\" title=\"grupo escolar - escolas sala de aula.\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p><em>O Psicodrama pode ser descrito como sendo um trabalho em grupo, desenvolvido num clima de jogo e espontaneidade que alcan\u00e7a sua maior express\u00e3o quando articulado no plano dram\u00e1tico ou teatral.<\/em>&nbsp;( Moreno, 1974)<\/p>\n\n\n\n<p>Psicodrama Pedag\u00f3gico \u00e9 um m\u00e9todo que possibilita a coordena\u00e7\u00e3o desses fatores porque a aprendizagem se d\u00e1 atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o e da intera\u00e7\u00e3o. Ao aluno \u00e9 permitido expressar o que sabe com o saber do grupo e, compartilhando com o grupo construir e reconstruir o conhecimento adquirido. Visa levar o aluno \u00e0 reflex\u00e3o, ao questionamento, ao entendimento dos conceitos transmitidos e permitir o desenvolvimento da espontaneidade. Diferencia-se do Psicodrama&nbsp;Terap\u00eautico&nbsp;nos seus objetivos, pois \u00e9 educa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o terapia, e pelo contato com os participantes, que s\u00e3o os alunos e n\u00e3o os clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>O Psicodrama Pedag\u00f3gico n\u00e3o se aprofunda em problemas pessoais, n\u00e3o vai mexer o passado secreto e os conflitos de cada um. N\u00e3o lida com patologias, pois o trabalho cl\u00ednico \u00e9 tarefa espec\u00edfica do Psicodrama Terap\u00eautico. Por isso, o educador deve estar atento e vigilante para saber at\u00e9 que ponto pode permitir aos participantes prosseguirem em sua busca. \u00c0s vezes pode haver dificuldades em suportar o peso de um drama demasiado pessoal, muito \u00edntimo, sem correr riscos.&nbsp;Na escola, o Psicodrama traz a realidade existencial do aluno para dentro da sala de aula e estabelece que todo e qualquer processo de aprendizagem deve ter como princ\u00edpio orientador o ser humano representado pelo aluno.<\/p>\n\n\n\n<p>Situa\u00e7\u00f5es onde o Psicodrama Pedag\u00f3gico pode ser aplicado:<\/p>\n\n\n\n<p>* para compreender um conhecimento j\u00e1 adquirido mediante m\u00e9todos tradicionais;<\/p>\n\n\n\n<p>* melhor compreens\u00e3o de um tema;<\/p>\n\n\n\n<p>* repassar conhecimentos j\u00e1 esquecidos;<\/p>\n\n\n\n<p>* treinamento da espontaneidade;<\/p>\n\n\n\n<p>* melhoria das rela\u00e7\u00f5es sociais;<\/p>\n\n\n\n<p>* transmiss\u00e3o de novos conhecimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como m\u00e9todo did\u00e1tico garante a aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento em n\u00edvel intuitivo e intelectual com participa\u00e7\u00e3o do aluno e do grupo como unidade. Por esta raz\u00e3o as t\u00e9cnicas b\u00e1sicas do psicodrama como a invers\u00e3o de pap\u00e9is e o solil\u00f3quio puderam ser &nbsp;adaptadas \u00e0s metodologias escolares comuns. O conhecimento permanece igual. O que modificou foi a forma como foi compreendido, apreendido e integrado. As reuni\u00f5es pedag\u00f3gicas com os professores proporcionam uma melhor atua\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o desses profissionais por meio do treino dos pap\u00e9is e pela compreens\u00e3o dos processos relacionais pela melhor percep\u00e7\u00e3o do outro em seus aspectos emocional, afetivo, relacional, intelectual, corporal e cognitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A metodologia psicodram\u00e1tica \u00e9&nbsp;\u00fatil&nbsp;nas rela\u00e7\u00f5es entre educadores e pais, espreitando as praticas educacionais e familiares resultando uma&nbsp;conviv\u00eancia&nbsp;mais produtiva.&nbsp;O psicodrama estimula a criatividade dos alunos. Com o desenvolvimento da espontaneidade, a personalidade do&nbsp;aluno&nbsp;\u00e9 enriquecida proporcionando o surgimento das manifesta\u00e7\u00f5es criativas. Por meio dos Jogos Psicodram\u00e1ticos ou da aplica\u00e7\u00e3o do Teste Sociom\u00e9trico, pode-se detectar as dificuldades de aprendizagem e assim contribuir com o trabalho do educador.<\/p>\n\n\n\n<p>*************************************************************<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/focco.psc.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/teatro3.jpg\">&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201d Como se\u2026\u201d<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O psicodrama baseia-se no pressuposto de que as pessoas s\u00e3o atores que passam por v\u00e1rios palcos da vida. Da inf\u00e2ncia \u00e0 velhice, cada aspecto da vida pode ser representado e as cenas tanto retratam eventos previs\u00edveis de vida como suas crises inesperadas, os conflitos \u00edntimos e os relacionamentos complicados. As representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o diferentes entre si, assim como a vida das pessoas que as apresentam.<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito das diferen\u00e7as que existem entre as pessoas, \u201ctodos os psicodramas compartilham de um elemento \u00fanico e comum, que lhes confere seu car\u00e1ter terap\u00eautico: a apresenta\u00e7\u00e3o da verdade pessoas dentro dos limites do universo protegido do faz-de-conta como forma de enfrentar e dominar, de maneira criativa e adaptativa, os momentos estressantes da vida\u201d. (Kellermann, 1992).<\/p>\n\n\n\n<p>A imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de ser desfrutada pela maioria das pessoas. As pessoas geralmente n\u00e3o encontram dificuldades em utiliz\u00e1-la. Objetos inanimados podem ganhar vida e existe a possibilidade se relacionar com eles&nbsp;<em>como se<\/em>&nbsp;fossem reais.<\/p>\n\n\n\n<p>Kellermann (p.124,1992) afirma: \u201cO&nbsp;<em>como se&nbsp;<\/em>ocorre em toda atividade imaginativa, inclusive o drama, o sonho e o jogo. A capacidade de falar, pensar e sentir o&nbsp;<em>como se<\/em>&nbsp;se manifesta atrav\u00e9s da capacidade de operar em v\u00e1rios n\u00edveis hipot\u00e9ticos\u201d. E conclui: \u201cNa declara\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica afirma-se algo irreal, falso ou fict\u00edcio, mas ao mesmo tempo essa declara\u00e7\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o para se elaborar qualquer pressuposto sobre a realidade. Sem essa declara\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica n\u00e3o poder\u00edamos descrever, personificar, imaginar ou representar a realidade exterior de forma simb\u00f3lica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os participantes de um psicodrama s\u00e3o encorajados a representarem situa\u00e7\u00f5es do passado como se fosse real, embora todos saibam que n\u00e3o \u00e9. Nesse&nbsp;<em>role-playing<\/em>, representa-se o passado como se estivesse presente e a relacionar-se com objetos inanimados como se estes objetos fossem vivos. O pr\u00f3prio palco psicodram\u00e1tico \u00e9 visto pelos atores como pela plateia como se fosse uma arena imaginaria dentro da qual quase tudo pode acontecer. Assim, no \u00e2mbito psicodram\u00e1tico do&nbsp;<em>como se<\/em>, as experiencias interiores podem ser externalizadas, os relacionamentos inter e intrapessoais abstratos, podem ser revelados.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>como se&nbsp;<\/em>\u00e9 essencial \u00e0 caracter\u00edstica que Moreno denominou&nbsp;<em>espontaneidade<\/em>&nbsp;<em>dram\u00e1tica<\/em>: \u201c\u00c9 essa qualidade que confere novidade e vida aos sentimentos, \u00e0 atua\u00e7\u00e3o e \u00e0 incontin\u00eancia verbal, que nada s\u00e3o sen\u00e3o repeti\u00e7\u00f5es daquilo que o individuo j\u00e1 experimentou milhares de vezes. Esta forma de espontaneidade possui aparentemente grande import\u00e2ncia pratica, por energizar e unificar o&nbsp;<em>self.<\/em>&nbsp;Faz com que os atos desassociados e que parecem autom\u00e1ticos sejam vistos e sentidos como verdadeira auto-express\u00e3o e atuem como cosm\u00e9ticos da psique\u201d. (Moreno, 1972, p.89).<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte das t\u00e9cnicas psicodram\u00e1ticas se baseia em algum elemento de atividade do tipo&nbsp;<em>como se<\/em>. Na t\u00e9cnica da invers\u00e3o de papeis, por exemplo, Jo\u00e3o atua&nbsp;<em>como se<\/em>&nbsp;fosse Jos\u00e9 e Jos\u00e9 atua&nbsp;<em>como se<\/em>&nbsp;fosse Jo\u00e3o. Na t\u00e9cnica do duplo, Jos\u00e9 age&nbsp;<em>como se<\/em>&nbsp;ele fosse Jo\u00e3o, imitando todos os seus movimentos e estados de humor. Na t\u00e9cnica do espelho, Jo\u00e3o \u00e9 apresentado&nbsp;<em>como se<\/em>&nbsp;estivesse diante de um espelho. Na t\u00e9cnica de solil\u00f3quio, Jo\u00e3o fala&nbsp;<em>como se<\/em>&nbsp;ningu\u00e9m o estivesse escutando ou&nbsp;<em>como se<\/em>&nbsp;estivesse pensando alto.<\/p>\n\n\n\n<p>O psicodrama auxilia o protagonista a dominar vicariamente os acontecimentos estressantes de sua vida, dentro do universo protegido do faz-de-conta. Os participantes s\u00e3o encorajados a abrirem m\u00e3o de testar a realidade e a se retirarem, temporariamente, do mundo externo. De maneira paradoxal, esse procedimento contribui para que a pessoa tanto negue como afirme a realidade exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Kellermann acredita que o&nbsp;<em>como se<\/em>&nbsp;fortalece o funcionamento do ego do cliente, sua capacidade de lidar com as press\u00f5es internas ou externas. O&nbsp;<em>como se<\/em>&nbsp;psicodram\u00e1tico n\u00e3o opera sobre a realidade da vida, mas, sim sobre a situa\u00e7\u00e3o semirreal do jogo; \u00e9 a chamada meta-realidade ou realidade complementar. \u201c<em>Suplementar<\/em>, aqui, significa o que sobrou e diz respeito \u00e0quela parte da experi\u00eancia que permanece dentro de n\u00f3s, tendo o mundo externo recebido sua cota de aten\u00e7\u00e3o. Nesta esfera, a realidade ps\u00edquica \u00e9&nbsp;<em>ampliada<\/em>&nbsp;e se d\u00e1 express\u00e3o \u00e0s dimens\u00f5es intang\u00edveis, invis\u00edveis da vida do protagonista\u201d. (Moreno, 1969).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Blatner:<\/p>\n\n\n\n<p>O papel da realidade suplementar \u00e9 mal compreendido em nossas vidas. A vis\u00e3o do homem como apenas estando no mundo, com um n\u00facleo \u00fanico de autenticidade, nega o fen\u00f4meno da imagina\u00e7\u00e3o. \u00c9 nossa imagina\u00e7\u00e3o que conta para as dimens\u00f5es auto-reflexivas de nossa consci\u00eancia, para a capacidade de vermos a n\u00f3s mesmos \u00e0 distancia. A imagina\u00e7\u00e3o representa aquela dimens\u00e3o de nossas vidas que \u00e9 a nossa realidade suplementar. Somos reis e escravos, somos crian\u00e7as novamente, existimos dez anos al\u00e9m, no futuro. (1973, p.124)<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Kellermann (1992, p. 13), um trecho da pe\u00e7a&nbsp;<em>As you like<\/em>, de Shakespeare, contem em si a ess\u00eancia do psicodrama:<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo \u00e9 um palco,<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os homens e mulheres s\u00e3o atores,<\/p>\n\n\n\n<p>Eles t\u00eam suas pr\u00f3prias sa\u00eddas e<\/p>\n\n\n\n<p>entradas,<\/p>\n\n\n\n<p>E cada um, a seu tempo,<\/p>\n\n\n\n<p>desempenha v\u00e1rios papeis<\/p>\n\n\n\n<p>e cada ato dura por sete eras.<\/p>\n\n\n\n<p>********************************************************************<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Espontaneidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p><em>\u201d A evolu\u00e7\u00e3o consciente atrav\u00e9s do treino da espontaneidade abre novos horizontes para o desenvolvimento da ra\u00e7a humana\u201d.<\/em>&nbsp;( Jacob Levy Moreno \u2013 Who Shall Survive?, 1934)<\/p>\n\n\n\n<p>Espontaneidade ( do latim,&nbsp;<em>sua sponte&nbsp;<\/em>\u2013 significa \u201cdentro de si\u201d \/ \u201d em consequencia consigo pr\u00f3prio\u201d) \u2013&nbsp; n\u00e3o deveria ser compreendida como comportamento impulsivo, muito pelo contr\u00e1rio. Moreno achava que os seres humanos s\u00e3o despreparados e mal equipados para enfrentar os momentos de surpresa, e isso porque a espontaneidade \u00e9 bem menos respeitada do que a mem\u00f3ria e a intelig\u00eancia. Ele partia do princ\u00edpio de que n\u00e3o aceitamos bem as mudan\u00e7as. Existe um temor diante das coisas novas. Pode-se afirmar que o ego tem maior probabilidade de se apegar ao j\u00e1 conhecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Zerka Moreno (2000,p.38), diz que h\u00e1 duas maneiras opostas de se deparar com surpresas: \u201c\u2026uma \u00e9 a ansiedade, a outra \u00e9 a alegria. Algumas surpresas desafiam as pessoas de tal maneira que elas n\u00e3o sabem lidar com elas, e ficam inseguras\u201d. E conclui:\u201d \u00e9 a\u00ed que a espontaneidade precisa entrar. deixar fluir a espontaneidade e a criatividade pode preencher aquele momento e reduzir a ansiedade\u201d.&nbsp;A espontaneidade e a ansiedade s\u00e3o fun\u00e7\u00f5es uma da outra. Quando a espontaneidade aumenta, a ansiedade fica rebaixada, e vice- versa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Moreno, espontaneidade \/ criatividade era o ingrediente central no processo do psicodrama e do viver saud\u00e1vel. Ela a definia como uma nova resposta a uma antiga ou nova situa\u00e7\u00e3o, e al\u00e9m disso chamava-a de \u201cforma n\u00e3o conserv\u00e1vel de energia\u201d, embora n\u00e3o se deva tomar isso como defini\u00e7\u00e3o e sim como indica\u00e7\u00e3o de alguns pontos importantes do fen\u00f4meno.&nbsp;A espontaneidade \u00e9 uma disposi\u00e7\u00e3o do sujeito para responder tal como \u00e9 requerido. Logo, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o, um condicionamento do sujeito: uma prepara\u00e7\u00e3o do sujeito para uma a\u00e7\u00e3o livre, donde se conclui que n\u00e3o se pode alcan\u00e7ar a liberdade mediante um ato de vontade. \u201cEla surge gradualmente, como resultado da educa\u00e7\u00e3o da espontaneidade\u201d, afirma Moreno. Por meio da educa\u00e7\u00e3o da espontaneidade, o sujeito se torna relativamente mais livre das conservas, sejam elas passadas ou futuras, do que era antes.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos crit\u00e9rios diferenciadores da espontaneidade \u00e9 a dita normal e a patol\u00f3gica. A espontaneidade normal, segundo Moreno, proporciona respostas adequadas em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 inadequa\u00e7\u00e3o patol\u00f3gica que pode dar respostas inesperadas por\u00e9m n\u00e3o acomod\u00e1veis \u00e0 realidade. A diferencia\u00e7\u00e3o entre o normal e o patol\u00f3gico levanta um problema em se aceitar a destrutividade do patol\u00f3gico tamb\u00e9m como espontaneidade. Deve-se perceber que a vivencia espont\u00e2nea individual n\u00e3o \u00e9 positiva nem criadora neste caso, podendo levar inclusive a destrui\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo, exatamente antag\u00f4nica \u00e0<em>criatividade moreniana<\/em>. Moreno conclui afirmando que \u201d a espontaneidade \u00e9 essencialmente positiva e boa e que no final conduzir\u00e1 a adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No pensamento de Moreno, espontaneidade \u00e9 a express\u00e3o ativa de sua filosofia existencialista. \u00c9 ser receptivo \u00e0s realidades tal como elas se apresentam no momento presente, n\u00e3o obscurecidas por pressuposi\u00e7\u00f5es na medida do poss\u00edvel. Embora a cada momento tenhamos expectativas e cren\u00e7as, podemos mudar nossa atitude passando do dogma para a experimenta\u00e7\u00e3o, para a prontid\u00e3o com a finalidade de modificar e corrigir as nossas teorias nos adaptando \u00e0s percep\u00e7\u00f5es atuais. Essa modifica\u00e7\u00e3o ir\u00e1 catalisar nossa espontaneidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A maneira que nos relacionamos com nossos enganos \u00e9 elemento-chave na espontaneidade. A id\u00e9ia de continuar a improvisar como uma experi\u00eancia que prossegue e, em vez de congelar, fazer de um engano uma \u201cretomada\u201d que mant\u00e9m o foco na tarefa. A pessoa espont\u00e2nea lida com a interfer\u00eancia recentralizando e reassumindo uma presen\u00e7a com a mente clara no aqui-e-agora.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201d A espontaneidade n\u00e3o \u00e9 apenas o processo dentro da pessoa, mas mant\u00e9m o fluxo de sentimentos na dire\u00e7\u00e3o do estado de espontaneidade de uma outra pessoa. Do contato entre dois estados de espontaneidade que, naturalmente est\u00e3o centrados em duas pessoas diferentes, resulta uma situa\u00e7\u00e3o interpessoal\u201d.&nbsp;<\/em>( J.L.Moreno, 1934)<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fontes de refer\u00eancia:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>* Moreno, J.L. \u2013 Psicodrama \u2013 ed. Cultrix Ltda, 1978 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP<\/p>\n\n\n\n<p>* Moreno, J.L. _ Who Shall Survive? \u2013 Dimens\u00e3o Editora, 1953 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP<\/p>\n\n\n\n<p>* Moreno, Zerka \u2013 A realidade suplementar e a arte de curar \u2013 ed. \u00c1gora, 2000 \u2013 S\u00e3o Paulo<\/p>\n\n\n\n<p>* Garrido, E.M. \u2013 Psicologia do Encontro \u2013 ed. \u00c1gora, 1978 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP<\/p>\n\n\n\n<p>**************************************************************<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Viv\u00eancias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p>Tempo, espa\u00e7o e realidade marcam a nossa hist\u00f3ria de vida e determinam a maneira pela qual nos apresentamos para o mundo. In\u00fameros desafios comp\u00f5em o vasto repert\u00f3rio que levam a um crescimento pessoal provocando uma transforma\u00e7\u00e3o que passa obrigatoriamente pela compreens\u00e3o do equil\u00edbrio, do processo existencial dos relacionamentos e das necessidades pessoais.&nbsp;Frustra\u00e7\u00f5es, desequil\u00edbrios e falta de espontaneidade levam o homem a adoecer. Mas se estas forem enfrentadas de forma adequada podem ser transformadas em crescimento pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>As vivencias t\u00eam como objetivo reunir pessoas com interesses comuns para viver a situa\u00e7\u00e3o do grupo, compartilhar suas vit\u00f3rias e derrotas, resgatar o senso de coletividade e atribuir novos significados \u00e0s suas experiencias e rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Partimos do principio que o espa\u00e7o para compartilhar a vivencia pessoal pode mostrar a possibilidade de se lidar com a espontaneidade e criatividade, de perceber como o outro se sente diante do estresse, ansiedade e angustia, buscando sempre apontar novos caminhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Propomos o trabalho em grupo como um modo de iniciar um processo de transforma\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7a e reequilibrio e que ofere\u00e7a a cada um diante da presen\u00e7a do outro, a escuta, a troca de experiencias, o lidar com as diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as, o repensar o sentido de comunidade, de uni\u00e3o, de coletivo e de diversidade de mundos.<\/p>\n\n\n\n<p>A viv\u00eancia \u00e9 um convite para empreender um caminho que possibilite o crescimento e desenvolvimento pessoal para pessoas que estejam enfrentando dificuldades neste aqui-e-agora de suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00e9cnicas desenvolvidas pelo Psicodrama auxiliam neste trabalho e v\u00e3o nos permitir:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;Respeitar e aceitar as diferen\u00e7as<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;Escutar o outro<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;Perceber e valorizar as qualidades<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;Investir e demonstrar interesse na vida de si mesmo e do outro<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;Participar e dividir os sucessos e as dificuldades da vida<\/p>\n\n\n\n<p>Quando come\u00e7amos a respeitar as diferen\u00e7as de cada um, surge a possibilidade das transforma\u00e7\u00f5es no complexo sistema em que vivemos. Por\u00e9m, novas atitudes possibilitam a quebra das conservas culturais e a busca pela espontaneidade e criatividade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Psicodrama \u00e9 uma forma de se mudar o mundo aqui-e-agora, atrav\u00e9s do emprego de regras fundamentais da imagina\u00e7\u00e3o e sem cair no abismo da ilus\u00e3o, da alucina\u00e7\u00e3o ou do del\u00edrio. (Jacob.L Moreno, 1972). 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